Política · Europa · Análise

Nota de atribuição. Esta é uma análise original do O Tecido elaborada a partir do artigo de opinião de Timothy Garton Ash publicado no jornal El País em 13 de outubro de 2026 (leia o original). O texto não é tradução nem reprodução. Dados complementares vêm de fontes independentes indicadas ao longo da matéria.

Na noite de 3 de outubro, enquanto a Alemanha celebrava 36 anos de reunificação, o chanceler Friedrich Merz embarcou num trem rumo a Kiev. Chegou na manhã seguinte sob sirenes de alerta antiaéreo. Poucas horas antes, a chancelaria russa havia recomendado a visitantes estrangeiros e diplomatas que evitassem a capital ucraniana, e, durante a visita, drones russos atingiram uma ponte da cidade, segundo o prefeito Vitali Klitschko, conforme registraram a emissora austríaca ORF e o jornal Tiroler Tageszeitung2.

Ao lado de Volodymyr Zelensky, Merz percorreu o prédio da Academia Nacional de Ciências da Ucrânia, destruído parcialmente por um drone no fim de setembro, a poucas centenas de metros da embaixada alemã. Foi a quarta visita de um chefe de governo alemão ao país desde a invasão em larga escala de fevereiro de 2022 e, provavelmente, a mais arriscada2.

A cena serve de ilustração para o argumento que o historiador britânico Timothy Garton Ash, professor de Estudos Europeus na Universidade de Oxford, publicou nesta terça-feira (13) no El País. A tese é direta: Vladimir Putin trava duas guerras simultâneas, uma aberta contra a Ucrânia e outra encoberta contra o restante da Europa, e a segunda existe para corroer o apoio europeu à primeira. Por isso, sustenta o autor, a resposta mais eficaz aos ataques híbridos não é pulverizar recursos em mil frentes defensivas, mas ampliar a ajuda a Kiev, porque é em território ucraniano que o projeto russo pode ser contido de fato1.

Por que a Alemanha virou o eixo

A leitura de Garton Ash parte de uma constatação sobre a distribuição de forças no Ocidente. Desde o retorno de Donald Trump à Casa Blanca, os Estados Unidos deixaram de funcionar como contrapeso automático a Moscou, e a Europa, incluindo o Reino Unido, já supera Washington em volume de ajuda acumulada à Ucrânia. Somadas, as economias europeias são cerca de dez vezes maiores que a russa; a alemã, sozinha, tem o dobro do tamanho1.

Dentro desse bloco, Berlim ocupa o lugar central. Com base no Ukraine Support Tracker, do Instituto de Kiel para a Economia Mundial, o colunista aponta a Alemanha como maior doador individual depois dos Estados Unidos, com o dobro do aporte de Reino Unido ou França. Na defesa antiaérea, item decisivo para cidades como Kiev e Odessa, o país entregou 19 sistemas, entre eles cinco baterias Patriot, duas a mais do que os próprios americanos, fabricantes do equipamento1. O detalhe tem peso biográfico: no primeiro ano da guerra, o mesmo Garton Ash cobrava de Berlim uma responsabilidade histórica que, na avaliação dele, o governo ainda não cumpria. Agora afirma, sem ressalvas, que cumpre.

Os números oficiais, porém, pedem leitura cuidadosa. Em agosto, o governo alemão atualizou para cerca de € 100 bilhões o apoio acumulado até 30 de junho de 2026, sendo € 43,3 bilhões civis e € 57,6 bilhões militares. Uma análise do próprio Instituto de Kiel, noticiada pelo Odessa Journal, concluiu que apenas € 41,7 bilhões chegaram diretamente à Ucrânia, porque cerca de 80% da parcela civil foi gasta dentro da Alemanha, sobretudo com refugiados ucranianos. Mesmo com o ajuste contábil, o instituto mantém o país como o maior doador europeu de Kiev. Em abril, os dois governos firmaram ainda uma parceria estratégica para produção conjunta de armamentos, com foco em defesa aérea, drones e ataque de longo alcance3.

O orçamento militar e o espelho russo

A virada também aparece no caixa. Em 2025, o gasto alemão com defesa era de € 95 bilhões, com meta de chegar a € 162 bilhões em 2029, segundo informações da Reuters e da Bloomberg. O projeto de orçamento de 2027 aprovado pelo gabinete de Merz prevê mais de € 150 bilhões em defesa, já incluída a ajuda militar à Ucrânia, e mais de € 190 bilhões em 2030, o que coloca o país na rota da nova meta da Otan de 3,5% do PIB. O ministro das Finanças, Lars Klingbeil, admitiu que não é possível defender a Alemanha com orçamento equilibrado; a pasta estima endividamento líquido adicional de € 587 bilhões entre 2027 e 2030, segundo reportagem da imprensa financeira4.

Garton Ash cita a previsão do Ministério das Finanças de € 154 bilhões em 2028, valor que ele compara ao orçamento militar russo deste ano1. A comparação é retórica, mas reveladora: a maior economia da Europa precisou de quatro anos de guerra para equiparar, em projeção, o que Moscou já gasta hoje.

GASTO ALEMÃO COM DEFESA (€ BILHÕES) 0 100 200 referência: orçamento militar russo de 2026, segundo o El País 95 2025 orçamento 150+ 2027 projeto 154 2028 previsão 190+ 2030 previsão
Barras tracejadas indicam projeções. Os valores de 2027 em diante incluem a ajuda militar à Ucrânia, segundo o Ministério das Finanças alemão. Fontes: Reuters/Bloomberg (2025), projeto de orçamento 2027 do governo federal (2027 e 2030), El País (2028 e comparação com a Rússia). Elaboração: O Tecido.

O imperialismo como método, segundo Schulze Wessel

Para explicar por que a guerra não deve terminar por cansaço russo, Garton Ash recorre ao livro Warum Russland nicht aufhören wird (Por que a Rússia não vai parar), do historiador Martin Schulze Wessel, professor de História da Europa Oriental na Universidade Ludwig-Maximilian de Munique e autor de Der Fluch des Imperiums (A maldição do império), indicado ao Prêmio Alemão de Não Ficção em 2023. A obra situa a política de Putin numa tradição longa de expansão territorial e busca de hegemonia, sustentada por uma ideologia imperial com forte carga religiosa. Entre as evidências, figura a declaração de Putin em 2016 de que a fronteira da Rússia não termina em lugar nenhum1.

O segundo argumento do historiador é mais estrutural e, talvez, mais útil para quem observa o conflito de longe: a expansão russa avança quando Moscou encontra grandes potências dispostas a cooperar e trava quando potências de peso equivalente se opõem. Com Washington oscilando entre a omissão e a acomodação, caberia à Europa ocupar o papel de oposição1. Em entrevista à revista da Academia Bávara de Ciências, Schulze Wessel descreveu uma vitória russa como o rompimento de uma barragem para a ordem internacional vigente12.

Há aqui uma camada histórica que Garton Ash não deixa passar. A Alemanha já foi, alternadamente, facilitadora da expansão russa, como no pacto Hitler-Stalin de 1939, e sua principal ameaça. Nacionalistas ucranianos que apostaram no confronto germano-russo nas duas guerras mundiais colheram colonialismo imperial na primeira e genocídio nazista na segunda. Que a Alemanha democrática seja hoje um dos principais sustentáculos da soberania ucraniana é, na leitura do colunista, um dado com algo de redenção1.

A Alemanha virou o lugar onde a Europa testa se consegue sustentar, com voto e orçamento, uma guerra que não escolheu.

Análise O Tecido

A guerra híbrida tem endereço: Leipzig

Se Berlim é o pilar, é também o alvo. Na madrugada de 4 para 5 de agosto, um funcionário do aeroporto de Leipzig/Halle encontrou um drone com cerca de 600 gramas de explosivos pairando perto de aviões cargueiros Antonov ucranianos. O aeroporto é um polo logístico da Otan e das Forças Armadas alemãs e, desde 2022, rota de equipamentos militares destinados a Kiev. Em 1º de setembro, o ministro do Interior, Alexander Dobrindt, atribuiu formalmente a operação à Rússia, a primeira vez que Berlim responsabilizou Moscou por uma tentativa de ataque a um aeroporto alemão, segundo a Euronews e o Ukrainska Pravda. Dobrindt resumiu a situação dizendo que a Alemanha não está em guerra, mas é alvo diário de guerra híbrida. O Kremlin nega envolvimento5.

O episódio expôs ainda uma vulnerabilidade técnica: o sistema de detecção de drones do aeroporto não registrou o aparelho, conforme análise da revista The Week5. Garton Ash inclui Leipzig numa lista mais ampla, que vai de ameaças de morte contra executivos da indústria de defesa a interferência política encubierta e desinformação1. A lógica descrita por ele é coerente com o padrão: atingir o país que mais sustenta Kiev para encarecer politicamente esse apoio.

A frente interna é a mais frágil

O ponto mais vulnerável da estratégia talvez não esteja nos aeroportos, mas nas urnas. Pesquisa do instituto Insa realizada entre 14 e 18 de setembro mostrou a AfD com 29% das intenções de voto nacionais, nove pontos à frente da aliança CDU/CSU de Merz, com 20%, segundo levantamento divulgado pela agência dpa. Em agosto, o Politbarometer da emissora ZDF já registrava o chanceler no pior índice de avaliação pessoal de seu mandato, em meio à rejeição de 75% dos entrevistados a mudanças nas aposentadorias, conforme noticiou a imprensa regional alemã6.

Garton Ash descreve a AfD como o partido que hoje dita o ritmo da política alemã e que, no poder, entregaria a Ucrânia à Rússia. O fenômeno não é só alemão: ele menciona Marine Le Pen, na França, defendendo que o país não pode mais arcar com o nível atual de ajuda; dois partidos menores da direita polonesa abertamente hostis a Kiev; e uma pesquisa italiana de setembro em que mais da metade dos entrevistados rejeitou novos envios de armas1. O mapa sugere que a principal ameaça ao apoio europeu não vem de fora, mas da erosão gradual do consenso doméstico em países que ainda pagam a conta.

A conta de 2027 ainda não fecha

O desenho financeiro reforça a preocupação. Em 18 de dezembro de 2025, o Conselho Europeu aprovou um empréstimo de € 90 bilhões à Ucrânia para 2026 e 2027, financiado por endividamento conjunto da União Europeia no mercado de capitais e garantido pela margem do orçamento comunitário, conforme o registro legislativo do Parlamento Europeu. Do total, € 60 bilhões vão para defesa e € 30 bilhões para apoio orçamentário, segundo o Kyiv Post. O FMI estimava as necessidades de financiamento ucranianas no biênio em € 135,7 bilhões, num cenário que pressupunha o fim da guerra em 20267.

O empréstimo cobre cerca de dois terços dessa demanda. Em abril, o comissário europeu de Economia, Valdis Dombrovskis, afirmou que 2026 estava em grande parte assegurado, mas que o déficit de 2027 era a questão mais aguda: a Ucrânia precisará de ao menos € 64 bilhões em apoio internacional no próximo ano, divididos quase igualmente entre necessidades macrofinanceiras e militares, segundo a Euromaidan Press8.

É nesse ponto que entram os ativos do Banco Central russo. Em dezembro de 2025, a UE tornou por tempo indeterminado o congelamento de cerca de € 210 bilhões em ativos russos, a maior parte custodiada pela Euroclear, na Bélgica, conforme noticiado à época9. O uso desse dinheiro, porém, segue travado por riscos jurídicos e resistência política. Garton Ash relata ter encontrado em Bruxelas uma plateia firmemente pró-Ucrânia que recuou justamente quando o debate chegou aos ativos congelados. Ele cita estimativas de especialistas segundo as quais Kiev poderá precisar de até € 100 bilhões adicionais apenas em 2027, sem fonte de financiamento definida, em parte pelos danos à economia ucraniana e às exportações de grãos pelo Mar Negro1.

E o Brasil nessa equação?

O debate europeu toca diretamente a diplomacia brasileira, e a Alemanha é o ponto de contato mais concreto. No início de 2023, o Brasil recusou um pedido do governo alemão para fornecer munição de tanques à Ucrânia; o chanceler Mauro Vieira defendeu então que o país não pretendia apresentar uma solução pronta, mas articular um grupo de nações não envolvidas no conflito para negociar a paz, segundo o Correio Braziliense10.

A posição evoluiu sem mudar de eixo. Em 17 de junho de 2026, à margem da cúpula do G7 na França, Lula e Zelensky tiveram um encontro de cerca de 40 minutos que o presidente brasileiro classificou como a melhor conversa entre os dois desde o início da guerra, conforme o Jornal de Brasília. Dois dias depois, um assessor da presidência ucraniana informou que Kiev aceitou a oferta brasileira de ajudar a reativar a diplomacia. Lula insiste que a chave está com os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, segundo o SBT News11.

O caso alemão interpela a premissa brasileira de duas formas. A primeira é incômoda: se Schulze Wessel estiver certo e a Rússia avançar sempre que grandes potências se acomodam, a neutralidade tem efeitos que não são neutros. A segunda é favorável ao Itamaraty: a fadiga que Garton Ash identifica nas sociedades europeias indica que a via exclusivamente militar tem limites políticos, o que abre espaço para mediadores de fora do bloco ocidental. Entre as duas leituras está o princípio que a própria Constituição brasileira consagra no artigo 4º, ao combinar defesa da paz, solução pacífica dos conflitos e autodeterminação dos povos13. O conflito ucraniano obriga o Brasil a decidir como esses princípios convivem quando um dos lados ocupa território alheio.

Há ainda o interesse material. O Brasil importa fertilizantes da Rússia e disputa mercados de grãos com a Ucrânia. Uma guerra prolongada no Mar Negro afeta preços agrícolas globais e, por extensão, a balança comercial brasileira. A neutralidade, nesse sentido, também é uma forma de proteger cadeias produtivas que dependem dos dois lados.

O que observar neste inverno

Garton Ash identifica três testes interligados para os próximos meses: a disposição da Alemanha de manter o rumo, a capacidade das democracias de sustentar uma disputa longa contra uma ditadura e a coesão europeia em torno da causa1. Na prática, eles se traduzem em indicadores verificáveis:

  1. Financiamento de 2027: se a UE fecha o déficit ucraniano do próximo ano e se recorre, ou não, aos ativos russos congelados.
  2. Infraestrutura energética: a intensidade dos ataques russos à rede elétrica ucraniana durante o inverno.
  3. Resposta alemã à guerra híbrida: se Berlim converte a atribuição do caso Leipzig em medidas concretas de dissuasão.
  4. Termômetro eleitoral: a evolução da AfD e de partidos céticos à ajuda na França, na Polônia e na Itália.
  5. Diplomacia paralela: se a iniciativa brasileira junto aos membros permanentes do Conselho de Segurança produz algum canal efetivo.

O artigo do El País termina com uma convocação: "Nuestro deber es demostrarle que se equivoca", referindo-se à aposta de Putin de que as democracias europeias cederão diante de um autocrata determinado1. Para o leitor brasileiro, a pergunta relevante é outra. Não se trata de escolher um lado na torcida, mas de entender que o desfecho em Kiev ajudará a definir se fronteiras ainda podem ser redesenhadas pela força no século XXI. Essa resposta interessa a qualquer país que dependa do direito internacional para se proteger, e o Brasil é um deles.

Perguntas frequentes

Por que a Alemanha é considerada central no apoio europeu à Ucrânia?

Porque é o maior doador europeu de Kiev, com destaque para a defesa antiaérea, inclusive cinco baterias Patriot, e porque é a maior economia do continente num momento em que os Estados Unidos reduziram seu papel. Segundo Timothy Garton Ash, no El País, isso faz de Berlim o principal pilar europeu e também o alvo preferencial da guerra híbrida russa.

Quanto a Alemanha já destinou à Ucrânia?

O governo alemão declarou cerca de € 100 bilhões em apoio acumulado até 30 de junho de 2026. O Instituto de Kiel calcula que € 41,7 bilhões chegaram diretamente à Ucrânia, pois a maior parte da ajuda civil foi gasta na própria Alemanha, principalmente com refugiados ucranianos.

O que aconteceu no aeroporto de Leipzig?

Em agosto de 2026, um drone com cerca de 600 gramas de explosivos foi encontrado perto de aviões cargueiros ucranianos no aeroporto de Leipzig/Halle. Em 1º de setembro, o governo alemão atribuiu formalmente a operação à Rússia, classificando-a como ataque híbrido. Moscou nega.

A Ucrânia tem financiamento garantido para 2027?

Não integralmente. O empréstimo europeu de € 90 bilhões cobre cerca de dois terços das necessidades de 2026 e 2027. A Comissão Europeia reconhece um déficit para 2027, e especialistas citados pelo El País estimam necessidade adicional de até € 100 bilhões no próximo ano.

Qual é a posição do Brasil na guerra da Ucrânia?

O Brasil condena a ocupação territorial, mas mantém neutralidade, não envia armas e defende uma solução negociada. Em 2026, Lula retomou o diálogo com Zelensky, que aceitou a oferta brasileira de ajudar a reativar a diplomacia, com ênfase no papel dos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU.

Referências

  1. GARTON ASH, Timothy. A más ataques de Putin, mayor debe ser el apoyo de Europa a Ucrania. El País, 13 out. 2026. https://elpais.com/opinion/2026-10-13/a-mas-ataques-de-putin-mayor-debe-ser-el-apoyo-de-europa-a-ucrania.html
  2. ORF e Tiroler Tageszeitung. Cobertura da visita do chanceler Friedrich Merz a Kiev, 4 out. 2026.
  3. Instituto de Kiel para a Economia Mundial, Ukraine Support Tracker, conforme Odessa Journal, 2026.
  4. Reuters e Bloomberg, via Capital Brief, jun. 2025; projeto de orçamento federal alemão de 2027, conforme imprensa financeira.
  5. Euronews, Ukrainska Pravda e The Week. Cobertura do incidente no aeroporto de Leipzig/Halle, ago.-set. 2026.
  6. Insa/Bild am Sonntag, via dpa e Jüdische Allgemeine, set. 2026; ZDF Politbarometer, ago. 2026.
  7. Parlamento Europeu, Observatório Legislativo, procedimento 2026/0008(COD); Kyiv Post, 2026.
  8. Euromaidan Press. Declarações de Valdis Dombrovskis sobre o déficit de 2027, abr. 2026.
  9. Euromaidan Press. Congelamento por tempo indeterminado dos ativos russos na UE, dez. 2025.
  10. Correio Braziliense. Declarações do chanceler Mauro Vieira, fev. 2023.
  11. Jornal de Brasília e SBT News. Encontro entre Lula e Zelensky e resposta ucraniana, jun. 2026.
  12. Academia Bávara de Ciências, Akademie Aktuell, ed. 2/2026. Entrevista com Martin Schulze Wessel.
  13. BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, art. 4º.

Ewerton Lopes — Curador Editorial · O Tecido · Caderno Política