2 de setembro de 2026
O TECIDOCaderno Política · Desigualdade & Instituições
POLÍTICA
Análise · Desigualdade & Instituições

A fábrica da desigualdade: como Reagan e Thatcher reescreveram as regras — e por que o Brasil ainda paga a conta

Nos Estados Unidos e no Reino Unido, a sensação de que o país piorou tem uma origem material e datável: a virada nas décadas de 1980, quando os cortes de impostos para os mais ricos foram vendidos como geradores de empregos. Países que fizeram escolhas diferentes — Noruega, Suécia, Finlândia, Canadá — mostram que não era inevitável. E o Brasil, mesmo com sua própria história, começa a enfrentar o mesmo dilema.

Por Redação O Tecido · Colaboração aberta e revisão editorial· 8 min de leitura·Publicado: 06 Jul, 2026

Há algo no ar em Londres e em Washington que os números confirmam: a maioria das pessoas nos dois países acredita, hoje, que seu melhor momento já passou. Nos Estados Unidos, às vésperas do bicentenário e meio da nação, pesquisas mostram que quase seis em cada dez americanos dizem que os melhores anos do país ficaram para trás. No Reino Unido, o otimismo econômico vem caindo de forma constante desde 2014, e o desânimo atravessa gerações que antes discordavam sobre quase tudo[1,2]. Esta percepção não é apenas humor coletivo ou fadiga política. Ela tem uma correlação estatística clara, que começa a ficar visível a partir do final dos anos 1970 e do início dos anos 1980 — o período em que Ronald Reagan e Margaret Thatcher assumiram o poder e mudaram, de forma deliberada, as regras de distribuição da renda em seus países.

A virada dos anos 1980

O argumento por trás dos cortes de impostos de Reagan e Thatcher era simples e, à época, sedutor: taxar menos os mais ricos e desregular o mercado de trabalho geraria mais investimento, mais empregos e, no fim, mais prosperidade para todos. Os dois governos desmontaram estruturas de negociação coletiva, permitiram que o salário mínimo perdesse valor relativo e reduziram a progressividade dos impostos sobre a renda de forma acentuada[3]. Historiadores econômicos apontam que, na década de 1960, era comum que a própria Casa Branca criticasse publicamente executivos que se autoconcediam aumentos salariais expressivos — um tipo de constrangimento moral que desapareceu completamente a partir de meados dos anos 1980[3].

O resultado, em números, é conhecido. No Reino Unido, o coeficiente de Gini — a métrica-padrão de concentração de renda, que varia de 0 (igualdade total) a 1 (concentração total) — saltou de cerca de 0,25 em 1979 para 0,34 em 1990, ao final do governo Thatcher, e permaneceu nesse patamar elevado pelas duas décadas seguintes, atravessando governos conservadores e trabalhistas[3]. Nos Estados Unidos, o coeficiente de Gini da renda líquida individual subiu de forma ainda mais acentuada ao longo do mesmo período histórico, e a tendência de queda da progressividade tributária não foi exclusividade anglo-saxã: entre 1980 e 2000, a alíquota máxima média de imposto de renda nos países da OCDE caiu de 58% para 50,3%, chegando a 42,5% em 2021[4].

"O aumento da desigualdade salarial nos dois países ocorreu rapidamente ao longo dos anos 1980 — enquanto na Europa continental, onde as instituições de negociação salarial permaneceram mais intactas, a tendência foi muito mais lenta."

É importante notar que parte do aumento da desigualdade nesse período também é atribuída a forças mais amplas — mudança tecnológica e globalização, que tenderam a favorecer trabalhadores mais qualificados em todo o mundo desenvolvido[3]. Mas o próprio argumento acadêmico que sustenta essa hipótese reconhece uma diferença central: no Reino Unido e nos Estados Unidos, a decisão política de desmontar as instituições que normalmente moderariam esse efeito — sindicatos fortes, negociação coletiva setorial, tributação progressiva — significou que essas forças globais bateram com força total, sem amortecedores. Em outros países ricos, os mesmos ventos sopraram, mas as instituições seguraram parte do impacto.

O que os números dizem hoje

Quarenta e cinco anos depois, o quadro não é de piora contínua e ilimitada — é de um patamar historicamente alto que nunca mais recuou. No Reino Unido, o Gini está hoje na faixa de 0,33 a 0,35, praticamente onde estava ao fim do governo Thatcher[3]. A sensação de que a desigualdade "nunca para de crescer" é, em parte, um efeito da concentração de riqueza — não apenas renda — no topo da distribuição, especialmente via propriedade imobiliária e ativos financeiros, algo que o Gini de renda tradicional capta apenas parcialmente.

Esse é o pano de fundo estatístico da insatisfação política que se vê hoje nos dois países: uma geração inteira cresceu sob um patamar de desigualdade que seus avós não conheceram, e a promessa de que os cortes de impostos para o topo "gerariam empregos para todos" nunca foi acompanhada de uma redistribuição equivalente do crescimento gerado.

A pergunta natural — e a que interessa ao debate público, inclusive no Brasil — é se esse caminho era a única opção disponível para uma economia rica e industrializada. A resposta, olhando para outros países desenvolvidos que fizeram escolhas diferentes, é não.

Gini da Renda Disponível

Estados Unidos0,39
Reino Unido0,36
Média nórdica0,27
Noruega0,26
Suécia0,27
Finlândia0,28
Brasil (2025)0,511
Fontes: NBER, Nordic Economic Policy Review, IBGE/PNAD Contínua[6,7,12]

O contraexemplo nórdico

Noruega, Suécia e Finlândia são frequentemente citadas em debates sobre desigualdade como exemplos de que crescimento econômico e distribuição de renda não são objetivos mutuamente excludentes. Pesquisa recente do National Bureau of Economic Research (NBER) mostra que o coeficiente de Gini médio da renda disponível nos países nórdicos é de 0,27, contra 0,39 nos Estados Unidos e 0,36 no Reino Unido — uma diferença substancial mantida ao longo de décadas, apesar de níveis de renda per capita comparáveis[6].

O que essa mesma pesquisa revela, no entanto, complica um pouco a narrativa mais simples de que "impostos altos explicam tudo". Segundo os autores do estudo, a redistribuição via impostos e transferências responde por apenas cerca de um terço da diferença de desigualdade entre os países nórdicos e o eixo EUA–Reino Unido. Os outros dois terços vêm de uma "pré-distribuição" mais igualitária — ou seja, os salários de mercado, antes de qualquer imposto, já nascem mais comprimidos, principalmente por causa de sistemas de negociação coletiva setorial fortemente coordenados[6,7]. Ainda assim, a tributação continua sendo uma peça central do quadro: impostos e transferências reduzem a desigualdade em cerca de 12 pontos de Gini nos países nórdicos, contra 8 a 10 pontos nos EUA e no Reino Unido[7], e os países nórdicos mantêm impostos sobre o trabalho comparativamente altos e progressivos, combinados com uma alíquota mais baixa e uniforme sobre a renda de capital — o chamado sistema de imposto dual[18].

Contraponto Editorial

Vale registrar que o próprio modelo nórdico tem limites que seus defensores às vezes minimizam: a desigualdade de riqueza (patrimônio, não apenas renda) nos países nórdicos é, paradoxalmente, mais alta do que a média internacional — o Gini de riqueza médio da região é de 0,67, contra uma média de renda de apenas 0,32 no conjunto comparável de países[18]. Isso sugere que replicar apenas a política tributária nórdica, sem as instituições de negociação salarial que a sustentam, provavelmente não produziria os mesmos resultados em outro contexto institucional — um ponto levantado por pesquisadores do Becker Friedman Institute da Universidade de Chicago[6].

O caso canadense

Mais próximo do modelo anglo-saxão em termos de língua e tradição jurídica, o Canadá oferece um contraste interessante dentro da própria família de países de common law. O sistema tributário federal canadense é progressivo, com cinco faixas que vão de 14% a 33% sobre a renda federal em 2026, e essa tributação federal se soma a impostos provinciais que podem elevar a alíquota marginal combinada para quem ganha mais a patamares de 53% a quase 55%, dependendo da província — 53,5% em Ontário e na Colúmbia Britânica, e 54,8% em Quebec[9,10]. Some-se a isso um Imposto Mínimo Alternativo (AMT) de 20,5% sobre uma base de cálculo ampliada, desenhado especificamente para impedir que contribuintes de altíssima renda reduzam sua carga efetiva a zero por meio de deduções e créditos[9]. Não é surpresa que o Canadá apareça de forma constante em comparações internacionais com níveis de desigualdade mais baixos do que seus vizinhos americanos, embora ainda acima da média nórdica.

A desigualdade que também é brasileira

O Brasil não precisa de Reagan ou Thatcher para ter uma história de concentração de renda — a desigualdade brasileira é anterior e, em muitos aspectos, estrutural, remontando a heranças coloniais e escravistas que nenhum país nórdico compartilha. Mas o padrão recente do país conversa, de forma inquietante, com o mesmo mecanismo debatido neste artigo: quando a renda dos mais ricos cresce mais rápido do que a dos mais pobres, a desigualdade agregada sobe, independentemente do ponto de partida histórico.

Dados divulgados pelo IBGE em maio de 2026, referentes à Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua de 2025, mostram justamente essa reversão: o índice de Gini do rendimento domiciliar per capita subiu de 0,504 em 2024 — o menor nível da série histórica iniciada em 2012 — para 0,511 em 2025[12]. Considerando apenas a renda do trabalho, o Gini também subiu, de 0,487 para 0,491 no mesmo período[12]. Segundo pesquisador do próprio IBGE, parte da explicação está no comportamento das rendas financeiras e imobiliárias, tipicamente concentradas nas faixas de renda mais altas[12].

Linha do Tempo

1979Thatcher assume no Reino Unido; Gini em ~0,25.
1981Reagan assume nos EUA; cortes de impostos federais sobre o topo.
1990Thatcher deixa governo; Gini britânico salta para 0,34.
1988Constituição brasileira prevê o Imposto sobre Grandes Fortunas (nunca regulamentado).
2000–2021Alíquota máxima média na OCDE cai de 50,3% para 42,5%.
2024Gini brasileiro atinge mínimo histórico (0,504).
2026Brasil cria imposto mínimo de 10% sobre super-ricos; Gini nacional volta a subir para 0,511.

Outros indicadores do mesmo levantamento reforçam o quadro. A massa de rendimentos dos 10% mais ricos do país equivaleu a 13,8 vezes a dos 40% mais pobres em 2025 — ante 13,2 vezes em 2024. Entre o 1% mais rico, a distância é ainda mais dramática: a renda desse grupo correspondeu a 37,7 vezes a renda dos 40% mais pobres, contra 35,9 vezes um ano antes[12]. Os 10% mais ricos concentraram 40,3% de toda a massa de rendimentos do país em 2025, enquanto os 70% mais pobres — a grande maioria da população — ficaram com apenas 32,8% do total[12]. O mecanismo por trás do salto é o mesmo descrito para os EUA e o Reino Unido nos anos 1980: entre 2024 e 2025, a renda dos 10% mais ricos brasileiros cresceu 8,7%, enquanto a dos 10% mais pobres cresceu apenas 3,1%[33].

A desigualdade brasileira também tem uma dimensão regional que os países analisados neste artigo simplesmente não possuem na mesma escala: em 2025, a Região Sul registrou o menor Gini do país (0,445), enquanto o Nordeste teve o maior (0,507)[33]. O rendimento médio domiciliar per capita no Distrito Federal é quase o dobro da média nacional, e 3,6 vezes maior do que no Maranhão, o estado com a menor renda média do país[33].

A resposta tributária brasileira — tardia, mas em curso

Depois de décadas de um sistema em que grandes fortunas frequentemente pagavam, proporcionalmente, menos imposto de renda do que a classe média assalariada — em boa parte porque lucros e dividendos distribuídos a pessoas físicas eram integralmente isentos —, o Brasil aprovou uma reforma que começa a valer em 2026: uma alíquota mínima efetiva de até 10% para quem recebe mais de R$ 50 mil por mês (R$ 600 mil por ano), incluindo, pela primeira vez, a tributação de dividendos antes isentos acima desse patamar[13,14]. Segundo a Receita Federal, cerca de 141 mil contribuintes brasileiros se enquadram nessa faixa de altíssima renda[13].

Ainda em debate está algo mais ambicioso e mais próximo do espírito do Imposto sobre Grandes Fortunas previsto — mas nunca regulamentado — pela Constituição de 1988: o Projeto de Lei Complementar 05/2026, que propõe alíquotas de 1% a 3% sobre patrimônios líquidos acima de R$ 10 milhões[15]. O Brasil também liderou, no âmbito do G20, uma proposta de tributação mínima global de 2% sobre a riqueza de bilionários, com potencial de arrecadação estimado pelo governo brasileiro em até US$ 250 bilhões por ano em escala mundial[15].

Contraponto Editorial

É importante situar essas propostas no contexto internacional: a maioria dos países ricos que já tiveram impostos sobre grandes fortunas os abandonou nas últimas décadas, restando hoje pouco mais que Noruega, Suíça e, com uma versão batizada de "imposto de solidariedade", a Espanha[15]. Defensores da tributação argumentam que isso reflete a captura do debate público pelos mesmos interesses que promoveram os cortes de impostos dos anos 1980; críticos apontam riscos reais de fuga de capitais e desincentivo ao investimento, além da dificuldade prática de avaliar patrimônios pouco líquidos, como imóveis e obras de arte[15]. Este não é um debate encerrado, nem no Brasil, nem no mundo — e este jornal não tem posição institucional sobre qual caminho tributário é o correto.

O que fica

A desigualdade que hoje alimenta o pessimismo nos Estados Unidos e no Reino Unido não caiu do céu, nem é um efeito colateral inevitável e sem alternativa do capitalismo de mercado. Ela foi, em grande parte, o resultado de escolhas políticas específicas, tomadas por governos específicos, em um período histórico específico — escolhas que reduziram a progressividade tributária e desmontaram instituições de negociação salarial sob a promessa de que a riqueza gerada no topo se espalharia para o resto da sociedade. Meio século depois, o Gini permanece nas alturas em ambos os países, e a promessa de que "isso geraria empregos para todos" não se traduziu em uma redução equivalente da distância social.

Países que fizeram escolhas institucionais diferentes — sejam os nórdicos, com sua negociação coletiva coordenada e tributação dual progressiva, seja o Canadá, com seu sistema de alíquotas marginais combinadas superiores a 50% e seu imposto mínimo alternativo — mostram níveis de desigualdade consistentemente mais baixos, sem que isso tenha impedido esses países de figurar entre os mais prósperos do mundo em renda per capita e indicadores de qualidade de vida[6,17].

O Brasil chega a este debate com uma história de desigualdade muito mais antiga e mais profunda do que a de qualquer um dos países citados — mas também com um Gini que, depois de uma década de queda gradual, voltou a subir em 2025, movido pelo mesmo mecanismo básico: a renda do topo crescendo mais rápido do que a renda da base. A reforma tributária que começa a incidir em 2026 é a resposta mais concreta que o país deu a esse problema em décadas — ainda que, como mostram os números e os debates deste artigo, seja cedo demais para saber se será suficiente.

Glossário rápido

Índice de Gini
Medida estatística de concentração de renda ou riqueza, que varia de 0 (igualdade perfeita) a 1 (concentração total em uma única pessoa). Quanto mais próximo de 1, maior a desigualdade.
Pré-distribuição
Grau de igualdade dos salários de mercado antes de qualquer imposto ou transferência governamental — geralmente moldado por negociação coletiva, salário mínimo e regulação do mercado de trabalho.
Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF)
Tributo previsto na Constituição brasileira de 1988, incidente sobre o patrimônio líquido de pessoas físicas acima de determinado valor, mas nunca regulamentado por lei complementar.
Alíquota marginal
Percentual de imposto aplicado apenas à última fatia da renda de um contribuinte — não à totalidade dela — dentro de um sistema de tributação progressiva por faixas.
Imposto Mínimo Alternativo (AMT)
Mecanismo tributário, usado no Canadá e agora também no Brasil, que garante uma alíquota efetiva mínima sobre a renda total de contribuintes de alta renda, independentemente de deduções e isenções específicas.
Nota de atribuição editorial: Esta reportagem foi inspirada por duas análises publicadas internacionalmente sobre o legado econômico de Margaret Thatcher e sobre o humor da opinião pública nos Estados Unidos em 2026, usadas exclusivamente como ponto de partida para a pauta — nenhum texto, dado interpretativo ou trecho desses artigos foi traduzido ou reproduzido. Toda a apuração factual, os dados e as fontes citados acima foram levantados de forma independente pela redação de O Tecido. Artigos de inspiração: "Evaluating 40 Years of Change in UK Inequality Since Thatcher" ciceros.org; e "On the Country's 250th Anniversary, the American People Are in a Sour Mood" Pew Research Center.

Referências

  1. Pew Research Center. "On the Country's 250th Anniversary, the American People Are in a Sour Mood" (jun. 2026). pewresearch.org
  2. Gallup. "Economic Gloom Grips the U.K." (maio 2026). news.gallup.com
  3. The Conversation. "Thatcher, Reagan and Robin Hood: a history of modern wealth inequality." theconversation.com
  4. Wikipedia. "History of Economic Inequality" (dados de alíquotas OCDE e Gini histórico). en.wikipedia.org
  5. Wikipedia. "Thatcherism" (evolução do Gini britânico 1979–1990). en.wikipedia.org
  6. NBER Digest. "Wage Compression Drives Nordic Income Equality" (maio 2025). nber.org
  7. The Policy Scientist. "Why Do the Nordic Countries Have Such Low Income Inequality?" — síntese do NBER Working Paper 33444. thepolicyscientist.com
  8. PwC Tax Summaries. "Canada — Individual — Taxes on Personal Income" (2026). taxsummaries.pwc.com
  9. Tax Atlas. "Canada Tax Brackets 2026." taxatlas.app
  10. GrowSimple. "Canada Income Tax Brackets 2026: Federal and Provincial Rates Explained." growsimple.ca
  11. Agência Brasil. "Índice de Gini: desigualdade em metrópoles tem menor nível histórico" (out. 2025). agenciabrasil.ebc.com.br
  12. Metrópoles. "IBGE: desigualdade de renda sobe em 2025, mostra índice Gini" (maio 2026). metropoles.com
  13. IstoÉ Dinheiro. "Reforma do IR: entenda a taxação de 10% sobre dividendos e quem vai pagar." istoedinheiro.com.br
  14. Migalhas. "Dividendos em 2026: Mudanças para sócios de alta renda" (mar. 2026). migalhas.com.br
  15. blogVIIISH. "Imposto sobre grandes fortunas: Brasil está fazendo certo ou jogando dinheiro fora?" (abr. 2026). blogviiish.com.br
  16. Nordic Economic Policy Review 2024. "Inequality and Fiscal Multipliers: Implications for Economic Policy in the Nordic Countries." pub.norden.org
  17. Jacobin. "The Nordics Have Low Inequality Mostly Because of Welfare" (nov. 2025). jacobin.com
Redação O Tecido · Caderno Política · otecido.com.br
Nossa Missão

Por que existimos?

Entenda os valores que guiam nossa curadoria e o debate de alto nível.

Ver Manifesto
Suporte Editorial

Tem uma ideia?

Damos todo suporte caso você tenha apenas uma ideia concebida, mas queira evoluir seu artigo.

Entrar em Contato

Faça parte do tecido

Seja um editor colaborador